Há uns tempos atrás, a Adobe, no Flash Summit, convidou várias pessoas a darem uma vista de olhos ao seu Flash Player 10.1 a funcionar 100% numa Google TV e a demonstrar como será a experiência do browser (Chrome).
Para demonstrar como é fácil programar e lançar ideias / programas com o Flash e o Air, o evangelista Mark Doherty da Adobe criou, em poucos dias, umas aplicação que visa demonstrar como é possível criar uma espécie de FaceTime da Apple, sem problemas, num telemóvel com a plataforma Android.
A empresa que mais sucesso fez no mundo do vídeo online e revolucionou o modo como partilhamos experiências através de imagens dinâmicas, colocou ontem um post muito importante em que fala sobre a importância do Flash no mundo da web.
Neste post podemos ver a empresa a testemunhar como o Flash Player é uma ferramenta crítica para quem quer desenvolver boas experiências para a internet e não só. Fala também sobre a falta de suporte dos vários browsers para a mesma tag com diferentes codecs, fala-nos na importância em debitar a maior quantidade possível de informação ao mesmo tempo para uma melhor experiência ao ver os vídeos, fala do HD, fala sobre o (grande) caso dos direitos de autor, etc.
Como sempre referi, não é apenas o facto de termos a tag <video> que nos faz ter um bom suporte para vídeo, é necessário, muito, muito mais…
Como já devem saber, o Flash Player 10.1 é um salto gigantesco da Adobe em relação ao seu player. Dentro das muitas melhorias que sofreu, as que mais interessam aos developers são, sem dúvida:
- Framework completamente redesenhada para ter um performance superior;
- Sleep Mode – Sistema focado na conservação da bateria;
- Eventos nativos de telefone (alerta quando recebe uma chamada, uma sms, etc.);
- Sistema de multitouch;
- Reconhecimento de gestos;
- Possibilidade de correr em vários dispositivos mobile e não só.
Ao pensarem em mobile, enganem-se aqueles que pensam apenas Android e HTC ou Nexus One. A Adobe já prometeu colocar o player na maior parte dos sistemas operativos incluindo Windows Phone 7, Symbian OS, Meego, webOs e ainda Blackberry.
Além dos telefones, também opções como a da Sony (em conjunto com a Google) prometem colocar o Flash Player em todo o lado.
Infelizmente a Apple continua a fazer finca pé à “Full Web Experience”…
Apresentam-se meses interessantíssimos para a plataforma Flash e com as inúmeras possibilidades de deploy!
O Lee Brimelow colocou um vídeo no seu blog sobre uma nova API de Flash que permite interpretar múltiplos gestos em computadores que utilizem o Windows 7. Muito interessante, uma vez que é notória a fluidez e a framerate a que corre o exemplo no vídeo seguinte:
Hoje parece ser o dia do iPhone 4.0, mas isso não conta nada para este post.
Para quem não seguiu os mais recentes eventos em relação à Adobe, o Flash Player e o Android, estes são tempos excitantes!
Nunca o Flash Player esteve em tantos lados ao mesmo tempo e nunca os developers tiveram tantas oportunidades para mostrar o seu trabalho e fazer dinheiro com ele!
Quer seja na web, no desktop, agora, em mobile e futuramente no ecrã da nossa televisão, o Flash está claramente a demonstrar uma força e um avanço muito interessante.
Ok, podemos ficar um pouco apreensivos com a mudança de algumas empresas para a realidade do HTML5, nomeadamente em relação ao vídeo, mas o Flash é muito mais que isso!
No entanto, vamos esquecer, neste post, as vantagens do Flash sobre outras tecnologias implementadas e tentemos reflectir sobre a sua nova realidade, o mobile.
Eu considero o Flash como, a melhor coisa que aconteceu ao Android e que vai fazer com que fique mais perto de toda a hotness que o iPhone emana neste momento.
Porquê?
Neste momento, o que diferencia mais o Android do iPhone, e o que leva as pessoas a comprarem o telemóvel, é a qualidade das suas aplicações e dos seus jogos (para além daquela sensação de ser um gadget muito cool) . É notória a criatividade e cuidado dado a cada projecto e a sua brilhante execução. No iPhone podemos encontrar jogos brilhantes e bem executados como o Angry Birds e utilizar aplicações como o Cine Sapo que têm muito bom aspecto e que são muito bons e fáceis de usar! No caso do Android, considero que esta parte está ainda pouco desenvolvida (talvez pela natureza dos seus utilizadores, se calhar o Android tem do seu lado mais programadores e do lado do iPhone mais os criativos).
É aqui que entra o Flash!
O Flash pode bem ser o que faltava neste fosso que existe entre o iPhone e a plataforma Android!
Se bem se lembram há uns anos atrás, a web era apenas um sítio onde as pessoas colocavam algumas experiências que iam fazendo, alguns pequenos sites sobre informação, etc. No entanto era tudo muito triste, muito estranho e sem cor.
Foi um pouco dessa falta de brilho que surgiu a tecnologia Flash, dando aos criativos, aos designers e aos web designers uma forma de se expressarrem, de poderem todas as suas ideias e os seus desenhos para todo o Mundo ver. Foi aí que tivemos também das maiores evoluções tecnológicas de sempre. O vídeo! Não fosse o Flash e, neste momento, se calhar, não tinhamos o youtube ou este não estava tão disseminado!
É este conjunto de pessoas que penso que podem fazer o Android brilhar neste momento.
Os criadores que gostam de experimentar tudo, o web designer que sabe Flash e que quer dar um pouco mais de interactividade ao seu projecto, o pequeno developer que faz uma pequena aplicação simples e cheia de ideias brilhantes…
Enfim, neste momento, podemos pensar mesmo que a plataforma Android se tornou a plataforma mais fácil para produzir conteúdo para a web!
Além disso, a facilidade com que se faz uma simples aplicação em Flash, o facto de não ter de pagar uma licença anual, (é possível criar uma aplicação para correr no Flash Player sem gastar um cêntimo) a falta daquela teia montada pela Apple para colocar o seu filtro em tudo o que entra no iPhone, enfim, tudo isto aumenta a facilidade com que novas criações possam surgir todos os dias e essas criações surjam outras e assim sucessivamente, sempre aumentando o número de aplicações e de material diverso disponível para todos.
Como diz o Jesse Freeman (um dos programadores de Flash mais respeitados de NY):
“A maior parte dos programadores de Flash vêm de um background criativo, ou seja, trazemos sempre alguma coisa nova para a discussão e para as pessoas”
É liberdade que faz com que o Mundo tecnológico avance cada dia mais rápido. A ver vamos como se comporta o Android…
PS: No entanto, quem me segue no Twitter poderá reparar que ando a criar uma aplicação para o Iphone. Isto faz parte de um projecto que tenho em mente e que penso que poderá ser benéfico este ser lançado em todas as plataformas (mobile, desktop e web).
Como devem ter visto ontem, a Apple alterou as condições da EULA dos developers do iPhone onde inclui esta alínea:
3.3.1 — Applications may only use Documented APIs in the manner prescribed by Apple and must not use or call any private APIs. Applications must be originally written in Objective-C, C, C++, or JavaScript as executed by the iPhone OS WebKit engine, and only code written in C, C++, and Objective-C may compile and directly link against the Documented APIs (e.g., Applications that link to Documented APIs through an intermediary translation or compatibility layer or tool are prohibited).
Penso que a Apple está a jogar um jogo muito perigoso… Nos dias de hoje tudo sobe e desce muito rápido. Eles estão a aproveitar o seu “momentum“ para tentarem colocar a web como lhes convêm. A isso não é indiferentes as inúmeras patentes que têm sido lançadas nos últimos anos pela Apple em relação ao novo sistema de publicidade do 4.0 e o canvas do HTML5.
No entanto, com este tipo de acções, a Apple está a comprar muitas guerras ao mesmo tempo (Google, Adobe e outros) e isso já lhes está a custar. Para além de virem com o iPad e mentirem ao dizer que é a “full web“, foram logo processados por várias empresas que inventaram sistemas muito parecidos. Ao mesmo tempo, todas as empresas de telefones juntam-se à Adobe para terem o player e a Google está, claramente, neste momento, encostada à Adobe com o novo sistema de não ser necessário o Plug-in para ter o Flash no Chrome.
Veremos quem pesa mais. A Apple e o seu hardware / software, ou a Google e os seus serviços.
A verdade é que o utilizador comum não sabe o que é Flash, Flex, Silverlight ou wathever. Quem não está por dentro do mundo da web não se importa com isso. O que quer é o objecto com melhor aspecto e que funcione bem, e isso a Apple tem…
Mas, como diz o velho ditado… “Mais vale cair em graça do que ser engraçado” e isso aplica-se aqui. Ainda vamos ver a Apple de novo a cair por causa da prepotência do Jobs.
O que eu nunca consigo compreender é que só se fala do Flash. Sendo o Silverlight também um Plug-in que não corre no iPad, nunca vi ninguém dizer o típico “Silverlight is going to die!!!”
Já que a Apple está com esta táctica de “guerrilha” para cima da Adobe, eu sugeria uma coisa à Adobe… Atrasar três meses o lançamento da suite CS5 para Mac.
Seguimos, com atenção, e sentados, a mais uma guerra e esperando os próximos capítulos…
Bem, já lá vai mais de uma semana que o Meeting do Porto decorreu.
Posso dizer que, de início, pensamos em colocar um limite de 100 pessoas no evento, mas depois pensamos que a procura não iria ser muita, uma vez que no último encontro eramos apenas… três pessoas!
No entanto, lá nos aventuramos em colocar o limite de 70 + 10 speakers e a aposta foi ganha! No final, e totalizando toda a gente, eramos 67 pessoas juntas no evento!
O que correu bem?
O almoço
- Eramos cerca de doze pessoas e foi interessante falar das expectativas sobre o evento, de conversar com pessoas com quem não tivemos hipótese de trocar ideias noutros eventos, etc. O lombo estava bom e mesmo a queimar as duas, lá conseguimos pagar todos e lá fomos para o local onde ia decorrer o evento.
O evento
- Como todos notaram, o evento começou com cerca de vinte minutos de atraso. Não havia problema se ninguém se esticasse nas apresentações (o que não foi o caso!).
- Uma coisa a referir foi o espírito de todos! Durante as cerca de cinco horas em que tivemos no edifício Maus Hábitos houve sempre um bom convívio, as piadas típicas dos apresentadores ao qual a plateia correspondia sempre com umas gargalhadas. O que dizer do Luís Martins que arranjou um milagroso projector porque o nosso era “esverdeado”.
O jantar
Depois de tantas horas no evento, que bem que soube comer umas belas pizzas de… 50 centímetros, no S. Marino! Eramos também cerca de doze pessoas e o convívio foi muito interessante, dando para trocar ideias e falar sobre o que se passou no evento, sobre as novas tecnologias, experiências que tenhamos tido, etc. Tudo acabou, por volta da uma da manhã no Rivolli, onde decorria o Fantasporto.
Conclusões
Como nunca nada corre perfeito, temos noção que houve várias falhas, mas todas elas devido à pouca experiência que os organizadores tinham em realizar eventos.
O local – Embora o local fosse interessante, era notório a falta de condições para a projecção dos conteúdos através do projector. O facto de ter ficado muito escuro a partir do meio do evento, fez com que o público quase não conseguisse ver os speakers.
Talvez devêssemos ter apenas uma refeição em conjunto. Assim, podíamos tentar ter mais pessoas no mesmo espaço;
O controlo do tempo. Esta sim, uma falha um pouco grave, umas vez que perdemos completamente a noção do tempo;
Apresentações:
Ainda não consegui que os vídeos ficassem todos disponíveis uma vez que temos limite, tanto no Vimeo, como no Youtube, de tempo para os vídeos (só dá para 10 minutos em cada).
No entanto, já podem ver o vídeo de introdução do evento aqui
Sendo assim, ficam aqui as apresentações que já nos foram facultadas pelos speakers. Quando me enviarem mais, actualizarei aqui o post
Posted by Mauro | Posted in Inspiração | Posted on 01-03-2010
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O site FWA (Favourite Website Awards) é um dos sítios (se não “O” sítio) para ver o que de melhor se faz pela Internet hoje em dia!
Não estando apenas ligado a uma tecnologia (por lá já passaram sites emFlash, Silverlight, HTML5 e outros) o site tem uma quantidade e qualidade de conteúdos muito interessantes. Esses conteúdos vão desde os muito conhecidos wallpapers e entrevistas, passando por artigos e acabando nos afamados sites. Tudo que existe por lá tem uma qualidade extrema!
As maiores agências mundiais de conteúdos multimédia para a web como a agencynet, Red Interactive ou group94 estão lá sempre representadas com trabalhos para as grandes marcas mundiais.
Um site a NÃO perder!
PS: Se alguém tinha dúvidas do excelente trabalho que foi feito na optimização do Flash Player 10.1 esta é uma oportunidade de o comprovar. Tentem abrir o site do Fwa e o da AgencyNet com a versão actual do player e depois abram com a beta e vão ver a diferença de rapidez de ambas.
Se há coisa importante, quando as pessoas vão a eventos sobre qualquer tema, é a possibilidade que têm de conhecer novas pessoas, trocar ideias, possivelmente conhecer pessoas que já falavam há vários meses e nunca tiveram a oportunidade de estar cara a cara, etc.
Minha experiência no TED
Aconteceu-me isso a semana passada no TED xPorto onde encontrei o Luís Martins da plataforma Silverlight da Microsoft. Eu tinha visto a sua apresentação no evento do 3º aniversário do riaPT em Lisboa, na Novabase e comecei a falar com ele sobre a possibilidade de fazer uma apresentação no evento que estou a organizar para o riaPT, no Porto.
Até aquele momento só tinhamos falado por email e o Luís não tinha a mínima noção de quem eu era! Até ao Ted…
Aproximei-me dele e disse:
- Olá Luís! Eu sou o Mauro, aquele com quem tens trocado emails nos últimos meses!
E ali ficamos, dezenas de minutos a conversar sobre a web, Adobe, Flash, Microsoft, Silverlight e Cloud Computing e até SCRUM!
Isto para dizer que vale SEMPRE a pena sairmos da nossa zona de conforto, em qualquer evento (custa muito, eu sei!), e falar com pessoas novas, trocar ideias, trocar contactos, etc.
Em piada com um amigo meu, ele deixou-me sozinho no coffee break do TED e disse-me:
- Olha, vou ali conhecer pessoas!
É este mesmo o espírito (um abraço para o Fábio que vai ler isto de certeza!).
Networking no riaPT Porto
Ora bem, nesse espírito, eu e o Rui Silva pensamos em organizar um almoço e um jantar para TODOS (quem vai e quem não vai ao evento) de forma a falarmos sobre espectativas (antes do evento) e conclusões (depois do evento) ou sobre outra coisa qualquer, vale tudo!
Assim, estão TODOS convidados a falar connosco, com os dos speakers, etc. O que interessa é falar, discutir (apaixonadamente ou não) e tirar daí conclusões sobre como evoluir, como resolver problemas e que passos a dar!
Tanto o almoço e o jantar nunca vão ultrapassar os 15€ por pessoa e, no caso do jantar, será sempre às 20:00 para termos o tempo perfeito (evento termina às 18:30 +/-, mais uma hora de discussão / possível derrapagem nas intervenções / coffee break) é o tempo perfeito para depois nos deslocarmos, a pé – será sempre ali nas redondezas, nunca mais de 5 minutos a pé – para o jantar e podermos desfrutar e discutir tecnologia, plataformas, novos projectos etc.).
Quem quiser participar tanto no almoço como no jantar, por favor envie-me um email mauroalexandremartins[at]gmail.com e, mais importante… INSCREVAM-SE!