A Apple, o iPad e o Flash VS HTML5
Posted by Mauro | Posted in Flash / Flex, Random, iPhone | Posted on 04-02-2010
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(Antes de tudo deixem-me dizer que sou fã de vários produtos Apple. Tenho um MacBook Pro, um iPhone e muitos periféricos e por isso a minha visão tentará ser o mais imparcial possível!)
Para quem tem estado atento ao Twitter e aos blogs de tecnologia e web, esta imagem tem estado em todo o lado. Foi na Terça-Feira, que a Apple mostrou o seu mais recente gadget, o iPad.
O iPad é a tentativa da Apple de tentar preencher um nicho de mercado / nicho de tecnologia que fica ali um pouco entre os smartphones e os portáteis / desktops. É aquele instrumento que pode ser utilizado para coisas mais “light” como surfar na web e ver uns filmes.
Assim como o iPhone, o iPad tenta ser um produto revolucionário e que, como o próprio Steve Jobs o diz “A melhor experiência para surfar a web“.
Será?
Como pode um produto tentar ser a melhor forma de surfar na web se não possui um plug-in que está instalado em 95% dos dispositivos que se ligam à Internet (Flash)? Sem ter um plug-in em que estão a ser investidos milhares de euros neste momento (Silverlight)? Aliás, sem ter nenhum plug-in a não ser os criados pela própria Apple e que a Apple acha que são os mais apropriados para nós?
Desde o iPhone que a Apple já nos tinha mostrado que vai deixar o Flash de fora dos seus produtos. Mas, se bem que no iPhone a desculpa era a bateria e o processador, neste momento, no iPad não há nada que desculpe o facto da Apple tentar manter todos os plug-ins de fora dos seus browsers obrigando os utilizadores a navegar na web da forma como a Apple acha que é o mais interessante.
Porquê que é que Apple faz isto então?
Simples! Porque a Apple quer fazer dinheiro vendendo aplicações na sua galinha dos ovos de ouro, a App Store e assim não deixar “passear” as aplicações e os modelos de distribuição por onde não os pode controlar.
Se este é um bom modelo? Claro que é! Se pensarmos em termos de negócio para a Apple é um sistema perfeito! Obrigamos os nossos utilizadores a utilizar a nossa ferramenta para terem acesso a jogos, aplicações e outros modelos que geram retorno imediato para a Apple.
O problema é que, pela primeira vez, parece que há muita gente que não está de acordo com as explicações da Apple. Ninguém acredita que o iPad não aguenta com o Flash Player.
O que é que isto tem a ver com o HTML5? Tudo! A Apple está a tentar gerar todo o buzz em volta desta tecnologia que, sinceramente, antes de ser inovadora já não o é.
Confusos?! Fácil!
1- Será muito difícil para o html5 gerar, com tanta facilidade, aplicações ricas para os clientes e que funcionem perfeitamente em todo o lado (mobile, desktop, browser);
2 – Que a experiência seja independente de sistema, independente de browser, etc.;
3 – Que tenham servidores dedicados para dar ao utilizador a melhor experiência em vídeo;
4 – Que o Player de vídeo possa ser tão “estendido” ao ponto de se conseguir coisas como o Youtube.
5 – Que faça ISTO!
Enquanto o HTML5, o supracitado canvas e a tag <video> andam a tentar fazer coisas que o Flash já faz, o Flash já anda a tentar chegar a outros voos. Se formos ver o caso das RIA, com a nova versão do ActionScript 3.0 e principalmente com o Flex, a Adobe deu passos importantes para ser tornar um sério concorrente para aplicações em desktop e web. Basta ver casos como o Aviary que é uma ferramenta extremamente rica e que está na web para qualquer um aceder.
Ok, podem-me falar do Google Docs, Gmail, Google Wave e etc. Mas qual é aqui o denominador comum? o Google! Que é tão só uma das maiores empresas do Mundo a produzir conteúdo Web e que tem os recursos que quase nenhuma empresa no Mundo tem…
Mais. Até o HTML5 ser oficialmente um standard ainda vai demorar muito tempo. Para já temos de andar com hacks and tricks para podermos fazer com que tudo fique igual em todos os browsers (à lá Internet Explorer) o que faz com que o tempo despendido para criar aplicações demore muito mais tempo tanto a criar como na fase do debug.
Em resumo…
Se bem que a Apple está claramente a tentar divergir a web para um sistema mais de serviços onde, para cada conteúdo temos um software e uma aplicação dedicada para o efeito (ouvia ontem uma pessoa a dizer que a intenção da Apple é simplesmente acabar com os browsers), cabe a cada pessoa / empresa decidir qual o melhor veículo para dar a conhecer ou demonstrar um seu produto.
Anda por aí uma discussão enorme com dezenas de posts em blogs onde há sempre quem puxe para o lado do Flash, quem puxe para o lado do HTML e para quem discuta estes valores de uma forma basta acalorada e que demonstra a paixão que temos pelas tecnologias em que criamos e sentimos necessidade de as defender.
No fim de contas, o que interessa aqui é que para cada projecto. Devemos utilizar HTML5, JavaScript, Ajax e amigos? Claro que sim! Devemos sempre utilizar a ferramenta correcta para fazer o trabalho da melhor forma!
Se o melhor caminho é seguir empresas que nos tentam cortar o acesso à forma como nós queremos ver a web? NÃO! Por mais banners, mais consumos de recursos e mais crashes que um plug-in dê (Uma observação. Programo em Flash no meu MacBookPro há mais de dois anos e ele nunca crashou por culpa do Flash. Tive sorte? Talvez
) devemos sempre optar por uma web livre e só assim se consegue a inovação!
Ah! E não, o Flash não vai acabar






